A Total Linhas Aéreas terá de cumprir uma série de exigências antes de retomar suas operações. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) suspendeu integralmente os voos da companhia e não estabeleceu prazo para encerrar a medida.
Enquanto isso, os Correios redistribuem as cargas que antes seguiam com a empresa para outros operadores logísticos. A estatal também vive um momento de pressão financeira.
Medidas de correção
A Anac exige que a companhia resolva problemas classificados como críticos e de alto risco. Entre os pontos em análise estão:
- Questões de aeronavegabilidade continuada;
- Procedimentos de segurança operacional;
- Medidas de proteção contra atos de interferência ilícita.
Para retornar com as operações, a empresa terá de comprovar que corrigiu essas pendências antes de pedir autorização para voltar a voar.

Sistemas de segurança
A agência de aviação quer que a Total demonstre a eficiência do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional e do Sistema de Análise e Supervisão Continuada.
Além disso, a companhia precisa melhorar os controles internos usados para identificar, comunicar e tratar riscos e eventos operacionais. A regularização dos controles de aeronavegabilidade das aeronaves também faz parte da lista.
Anac fará auditorias
Mesmo depois dos ajustes, a Total não poderá retomar as operações de forma automática. As áreas responsáveis da Anac ainda precisarão realizar auditorias e outros procedimentos de fiscalização.
A empresa só voltará a operar caso apresente resultados considerados satisfatórios pela agência. As medidas buscam aumentar a segurança e evitar irregularidades durante as operações.
Correios alteram o cronograma de entregas
Como a companhia aérea presta serviços de transporte aéreo para os Correios, a estatal acionou um plano de contingência. Os volumes que seguiriam com a companhia agora passam para outros operadores já contratados.
Os Correios afirmam que manterão essa estratégia enquanto durar a suspensão da Total Linhas Aéreas para evitar impacto nas linhas de transporte de encomendas.
Fonte: Times Brasil