A maior companhia aérea de baixo custo do Sudeste Asiático, a AirAsia, anunciou nesta segunda-feira (06) que aumentará o preço de suas passagens em até 40% e reduzirá suas rotas para amenizar o impacto da guerra no Oriente Médio, destacando, ao mesmo tempo, que a demanda por voos continua forte.
A companhia low-cost com sede na Malásia informou à imprensa que cerca de 10% do total de seus voos foram cancelados até o momento.
Redistribuição de rotas
A AirAsia, que opera em mais de 150 destinos em 25 países, afirmou que consegue redistribuir suas operações para rotas “onde podemos recuperar os altos custos adicionais de combustível”, segundo a diretora comercial do grupo, Amanda Woo.
Os preços das passagens aumentaram cerca de “31% a 40%”, precisou ela, enquanto as sobretaxas de combustível subiram 20%.
As demais rotas planejadas seguem mantidas, incluindo voos para o Bahrein, primeiro hub da companhia no Oriente Médio e etapa-chave na expansão de sua rede para além do Sudeste Asiático, cujo lançamento está previsto para junho.
O fundador da AirAsia, Tony Fernandes, afirmou que o aumento de preços, mesmo no setor de baixo custo, é “inevitável” e que a capacidade será reduzida nas rotas “onde não acreditamos ser possível cobrir o custo do combustível”.
Reações ao fechamento do Estreito de Ormuz
Diversas companhias aéreas internacionais aumentaram suas sobretaxas de combustível desde que os ataques americano-israelenses contra o Irã desencadearam a guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, levando Teerã a reagir com o fechamento quase completo do Estreito de Ormuz, uma artéria crucial para o abastecimento global de hidrocarbonetos.
A empresa também adotou uma série de medidas para tentar limitar ao máximo os aumentos de preços, incluindo a redução das taxas de bagagem, acrescentou Woo.
Administração de crises da AirAsia
Fortemente afetada pela pandemia de Covid-19, a AirAsia se recuperou gradualmente, registrando no ano passado um lucro de 1,96 bilhão de ringgits (421 milhões de euros), segundo seu site oficial.
Questionados sobre o impacto que a guerra pode ter na rentabilidade ao longo do restante de 2026, executivos da AirAsia afirmaram que as perspectivas permanecem “administráveis”, mas dependem da duração da crise.
Fonte: Times Brasil