Agro bate recorde na exportação no mês e semestre

O agronegócio brasileiro encerrou junho de 2026 com o maior valor já registrado para o mês nas exportações. As vendas externas do setor atingiram US$ 16,6 bilhões, crescimento de 14% em relação a junho do ano passado, respondendo por 45,7% de tudo o que o Brasil exportou no período. No acumulado de janeiro a junho, o desempenho também foi recorde: US$ 87,1 bilhões, alta de 6,2% sobre o primeiro semestre de 2025.

O avanço das exportações em junho foi liderado pela soja em grãos, cujo crescimento absoluto de US$ 920,9 milhões respondeu por quase metade da expansão registrada pelo agronegócio no mês. Também contribuíram para o resultado as vendas de carne bovina in natura, carne de frango e farelo de soja, produtos que combinaram aumento de preços internacionais e maior volume embarcado. No semestre, soja e carne bovina permaneceram como os principais motores da expansão, acrescentando, respectivamente, US$ 3,8 bilhões e US$ 2,5 bilhões às exportações brasileiras.

Entre os destaques de junho, a soja alcançou US$ 6,3 bilhões e embarcou o recorde de 14,5 milhões de toneladas para o mês. A carne bovina também estabeleceu novas máximas históricas em valor (US$ 1,8 bilhão) e volume (279,7 mil toneladas), enquanto a carne de frango registrou crescimento de 57,3% na receita, impulsionada pela combinação de preços elevados e aumento de 44,6% na quantidade exportada. O farelo de soja avançou 47,1%, e o algodão apresentou uma das maiores altas do período, com expansão de 64,1% no valor exportado.

Nem todas as cadeias, entretanto, acompanharam esse movimento. O açúcar bruto registrou retração de 25,5% na receita de exportação em junho, reflexo da queda simultânea dos preços internacionais e do volume embarcado. No acumulado do semestre, o produto manteve a tendência negativa, com recuo de 24,5% nas vendas externas. O café verde, por sua vez, praticamente manteve estabilidade em junho (+0,2%), mas acumulou queda de 17,2% entre janeiro e junho, influenciado principalmente pela redução da disponibilidade de estoques internos, apesar da expectativa de maior produção nacional.

A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, respondendo por 39,1% das vendas externas do setor em junho, seguida pela União Europeia. No semestre, o complexo soja manteve a liderança entre os setores exportadores, representando 40,1% da receita do agro, à frente das carnes (20,2%), produtos florestais (9,4%), café (7,5%) e complexo sucroalcooleiro (5,3%). Ao longo de 2026, diversos produtos renovaram recordes históricos, entre eles soja, carnes bovina, de frango e suína, farelo de soja, algodão e bovinos vivos, consolidando um semestre de forte desempenho para o comércio exterior do agronegócio brasileiro.

Fonte: Agro Revenda

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