O Afeela 1, primeiro sedã elétrico da joint venture entre Sony e Honda, promete redefinir o conceito de cabine ao transformar o veículo em um verdadeiro espaço de entretenimento criativo. Revelado durante a CES em Las Vegas, o modelo aposta na integração nativa com o ecossistema PlayStation e em um sistema de som de alta fidelidade com 28 alto-falantes para conquistar o público.
Com 4,91 metros de comprimento, o sedã será lançado primeiro na Califórnia, no final de 2026, com a versão topo de linha Signature custando US$ 102.900 (cerca de R$ 555,6 mil, na cotação atual).
A experiência tecnológica é o grande diferencial do projeto, que utiliza a funcionalidade PS Remote Play para permitir que os ocupantes joguem títulos de PS4 ou PS5 via streaming por meio de uma conexão 5G.
No interior, o painel é dominado por uma tela panorâmica que permite o acesso a plataformas como YouTube e TikTok durante momentos de recarga ou congestionamentos. Apesar do foco no futuro autônomo de Nível 4, as unidades iniciais chegarão com o sistema de condução Nível 2+, exigindo que o motorista mantenha a atenção total na via.
Em termos de desempenho, o Afeela 1 é equipado com dois motores elétricos que geram uma potência combinada de 490 cv (245 cv cada), garantindo tração integral. A bateria de 91 kWh oferece uma autonomia estimada de 483 km pelo padrão EPA, suportando recargas rápidas de até 150 kW.
Após a estreia californiana, a marca planeja expandir as vendas para o Arizona e o Japão em 2027, ano em que também lançará a versão de entrada Origin por US$ 89.900 (R$ 485,4 mil).
A expansão da linha já está nos planos das gigantes japonesas, que exibiram um SUV protótipo com design minimalista previsto para o mercado americano em 2028. Esse utilitário esportivo seguirá a identidade visual do sedã e também contará com o robusto sistema de entretenimento da Sony Honda Mobility.
Com uma estratégia de produção sustentável, as empresas admitem não ter pressa para a expansão global, focando inicialmente em consolidar a marca em mercados selecionados da América do Norte.
Fonte: Times Brasil