A Adidas reportou avanço no lucro no primeiro trimestre, impulsionada pelo crescimento das vendas em mercados estratégicos, mas alertou para um ambiente de varejo “muito volátil” e marcado por forte concorrência.
Entre janeiro e março, o lucro líquido atribuível aos acionistas somou 482 milhões de euros, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita cresceu 14% a taxas de câmbio constantes, para 6,6 bilhões de euros, com desempenho particularmente forte na América do Norte e na China.
O resultado agradou investidores: as ações da companhia chegaram a subir quase 7% na Bolsa de Frankfurt após a divulgação do balanço.
Apesar do desempenho, o presidente-executivo, Bjorn Gulden, afirmou que o cenário segue desafiador. “O ambiente geral de varejo está atualmente muito volátil e fortemente descontado em muitos mercados, especialmente em calçados de lifestyle”, disse, em comunicado. “Esperamos, naturalmente, que o ambiente se estabilize e que os descontos se normalizem, mas isso infelizmente não está sob nosso controle.”
A empresa confirmou a projeção para o ano e estima lucro operacional de 2,3 bilhões de euros, mesmo considerando um impacto negativo de 400 milhões de euros relacionado a tarifas mais altas nos Estados Unidos e ao efeito de um euro mais forte.
A Adidas ainda enfrenta concorrência intensa da Nike e de marcas mais recentes, após ter atravessado um período turbulento com o fim da parceria com o rapper americano Kanye West em 2022. Sob o comando de Gulden, a companhia tem buscado recuperar estabilidade, com foco na promoção de seus modelos clássicos de tênis.
Fonte: Times Brasil