A Intel divulgou um prejuízo líquido de US$ 11 bilhões no segundo trimestre. Ainda assim, as ações da fabricante de chips subiram. E subiram forte, mais de 10% no pregão de quinta-feira (23).
Não é por acaso. Esse movimento tem por trás uma regra absoluta do mercado: não se deve olhar para trás, mas para frente. No caso da Intel, isso é ainda mais notório devido ao fato de que a companhia parece ter engatado uma recuperação.
O guidance para o terceiro trimestre caiu bem. A companhia projeta aumento de receita e de lucro por ação acima das expectativas. Para uma companhia que está em recuperação, o anúncio de que as boas notícias não são passageiras é um bom sinal.
Em relação aos resultados do segundo trimestre, areceita de US$ 16,1 bilhões envolveu um aumento de 25% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Mais do que o número em si, o que impacta mais o mercado é o fato de que esse crescimento veio acima das expectativas.
O que está por trás deste aumento da receita são duas divisões. A primeira é a de Data Center, que leva em conta os ganhos pelos avanços da empresa em inteligência artificial. A receita dessa frente aumentou 59% para US$ 6,3 bilhões. Pressão em cima das big techs, muitas do grupo das 7 Magníficas.
A outra frente cresce de forma relevante é a Foundry. A divisão, responsável por projetar e fabricar os próprios chips, ainda registra prejuízo, mas as perdas operacionais diminuíram e a receita cresceu 31%.
Neste caso, a competição se dá contra a TSMC e o componente político entra em jogo aqui. Mesmo com investimentos nos Estados Unidos, a gigante taiwanesa não agrada Donald Trump, que quer a produção de chips cada vez mais concentrada em solo americano. Ponto para a Intel.
Fonte: Times Brasil